Crítica: o que nós recebemos da Gaga com o ‘Joanne’?

Por Paulo Cardoso

Confesso que foi difícil ser little monster de 2013 até outubro de 2016. Músicas completamente confusas no (bastante querido até) ARTPOP, singles não lançados, o clipe de Do What U Want na geladeira parece ser o melhor clipe do século apenas pelos trechos vazados, teve a fase jazz, mas finalmente o LG5 saiu do forno e houve mais pontos positivos que negativos.

Os rumores de um álbum com músicas no estilo Bad Romance e Poker Face, com muitas músicas produzidas pelo RedOne, produtor dos maiores sucessos da Gaga nos seus três primeiros projetos, e o toque de Mark Ronson nos deram a esperança de que o álbum seria a bomba pop do ano.

Descobrir que o nome Joanne veio de uma homenagem a uma tia de Gaga, que morreu da mesma doença que ela possui, deixou as coisas um pouco mais emocionantes.

O que nós recebemos da Gaga? Instrumentos mais perceptíveis, letras variadas e mais sérias e uma mistura de ritmos que agrada até quem torce o nariz para o pop chiclete dela. Perfect Illusion foi a nossa experiência sensorial de um pop/rock psicodélico que deixa um refrão tão grudado na cabeça que é impossível não cantar “it wasn’t Love” na cozinha nos momentos mais aleatórios do dia.

Descobrir que o nome Joanne veio de uma homenagem a uma tia de Gaga, que morreu da mesma doença que ela possui, deixou as coisas um pouco mais emocionantes. Ah, e o RedOne só aparece como compositor de uma faixa e como produtor de uma espécie de “sessão no estúdio” da mesma música no finalzinho do CD.

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O bom de todo esse conteúdo transbordante de qualidade é que ainda sentimos referências de trabalhos passados. Algumas músicas parecem filhas dos discos anteriores e talvez isso seja a forma que, como artista, ela fez para conquistar um novo público, e a os acostumarem com a sua maneira de criação e nos fazer entender sua arte, que acaba muitas vezes não compreendida. Surtos de criação são difíceis de serem digeridos e com certeza é o ponto mais cativante de um artista quando isso se faz presente.

Esse pode ser o álbum mais lúcido de Lady Gaga e não tem problema algum nisso. Esperamos mais músicas de balada? Sim! Mas como uma artista completa, que produz, compõe e cria não tem como fazer falta durante a audição. Deixamos as mãos e o coração na pista com o The Fame Monster.

Nota: 8,0

Paulo Cardoso é colaborador do Praquepapel. Quer ver seu texto, crítica ou resenha publicados no Blog? Envia pra nós!

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